sexta-feira, 29 de março de 2019

Quem somos?

O Coletivo Gó Filmes nasceu com o objetivo de contar outros lados da história! As histórias das sociedades indígenas, quilombolas, dos demais povos tradicionais, dos sujeitos das periferias urbanas. Os documentários, filmes e vídeos da Gó estão em busca de uma estética da resistência, e portanto, colocam-se ao lado de todos aqueles que de alguma forma enfrentam uma espécie de poder hegemônico colonial. Tal exercício de poder, além de econômico é eurocêntrico, heteronormativo, machista, racista e homofóbico. 

Desde 1492, quando os europeus chegaram no que ficou conhecido como América, a cultura dos que aqui viviam foi sistematicamente destruída em prol de um pensamento único: o eurocentrismo. Os colonizadores, tidos como os únicos detentores do saber, inventaram discursos sobre os povos deste “Novo Mundo”: primitivos, sem cultura, sem pensamento crítico, sem alma ou religião. Discursos estes que se atualizam e, até hoje, legitimam as diferentes violências sofridas pelos que são conhecidos como “minorias”. Nossa história é marcada por uma necropolítica sobre as pessoas que se reúnem em torno da ideia de "minorias".

Somos um grupo formado por realizadores, pesquisadores, mestres, doutores e doutorandos que pensam a Amazônia, a América Latina, e os diferentes povos que aqui vivem. Nosso coletivo surgiu a partir das reflexões sobre os povos nativos e as histórias filmadas durante a produção de nossos trabalhos acadêmicos, junto ao Grupo de Estudo Mediações, Discurso e Sociedades Amazônicas - GEDAI. Por meio de uma articulação entre teorias do discurso, da comunicação, dos estudos decoloniais e do cinema nossas produções se dividem em dois eixos principais: a) a memória viva dos combates e das lutas no corpo que resiste ao colonialismo; b) as reflexões epistemológicas sobre quem somos.

Através do audiovisual, pretendemos contar as histórias filmadas das lutas e das resistências. Uma de nossas ações será a produção de um documentário chamado "Oré Rugûy: os povos da resistência", que se desdobrará a partir do Acampamento Terra Livre, maior mobilização indígena do Brasil, que acontece há mais de 15 anos, em Brasília. Em 2019, o Acampamento Terra Livre será de 24 a 26 de abril.



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